Tento conversar com a noite, mas nada se revela
Me considero um solitário andarilho parado à sua espera
Eu tento achar todos acordados
"Mas todos dormem, todos dormem..."
Todos se encontram imersos na escravidão do dia
Dia que nem mesmo existe
Mas poderá vir a existir.
Eu tento encerrar o meu dia
Mas que dia?
O supracitado ou o desacreditado?
Será que ele existe ou existirá?
Acho engraçado o meio-dia
Parece com a meia-noite
Mas são tão diferentes
Enganam a gente, pois se confundem na simetria
Mas que simetria? A do meio ou novo dia?
DIEGO DJALE
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